sexta-feira, 27 de maio de 2011

Projeto propõe medida para a Câmara sustar decisões do Supremo




A putaria tá comendo solta depois da decisão do Supremo sobre a união homoafetiva. Sinceramente, eu não sei o que essas pessoas que são contra têm de tão contra assim. A nova de Garotinho foi entregar um projeto que tenta banir a decisão do Supremo com o argumento de que “sem entrar no mérito da questão, constata-se, do exame e análise do texto da controvertida decisão, que o Supremo Tribunal Federal extrapolou o seu poder de interpretar norma constitucional, estabelecido pelo inciso 1, alínea “A”, artigo 102, da Constituição Federal”.


Mas tu acha uma coisa dessas?

Quer saber mais? clique aqui.

Muito Prazer: travestis e transexuais de Juiz de Fora

Gente, muito boa esta iniciativa, confira depoimentos de transsexuais e travestis de Juiz de Fora, você consegue enxergar elas por uma ótica diferente, suas dificuldades, alegrias, o que passram na sua infância, adolescência, quando se sentirem na necessidade de transformar o corpo, e poder compreender as diversas manifestações da sexualidade humana, que ao meu ver, não nos resuminos em QUATRO letras, luto por um movimento de liberdade e diversidade sexual.

São três vídeos, vale a pena conferir






REALIZAÇÃO 

Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT da UFMG -- Nuh/UFMG 

Projeto Educação sem Homofobia -- Departamento de Produção de Material Didático Audiovisual 
Coordenação Geral: Marco Aurélio Máximo Prado 
Coordenação Executiva: Daniel Arruda Martins 
Supervisora do Departamento de Produção de Material Didático Audiovisual: Tatiana Carvalho Costa 

Modernização do Blog


Galera, peço mil desculpas por não ter dado tanta atenção ao Neca do Ocó estes dias, é que tá sendo foda pra mim com todos esses professores do mestrado me cobrando as coisas, e como sou uma pessoa muito procrastinadora acabo me fudendo (literalmente) hehehehe.... mas tá melhorando...

o lance é o seguinte, eu vou dar uma modernizada no design do layout, das notícias, dos bafons, de algumas coisas que eu acho que devem ser melhoradas, sabe aquela hora que a bicha abusa e baxa um santa aloka nela pra querer mudar as coisas, pois é, foi o que aconteceu comigo, mas não se preocupem, vai mudar para bem melhor do que já está, pois é isso aí, qualquer coisa beijos me liga driw aquela coisa coruja.

ps.: a chupetinha é de graça, pois um copo d'água e um boquete a gente não nega a ninguém, pra gozar dentro cobro duas vezes... rsrsrsrs, pra descontrair.

como diz na minha terra, INTÉ!!!!

sábado, 14 de maio de 2011

Após vitória na Justiça, movimento gay pressiona por aprovação da lei da homofobia

Projeto que criminaliza violência contra homossexuais continua parado no Congresso




A conquista do reconhecimento da união homoafetiva como “entidade familiar” pela Justiça brasileira, na última quinta-feira (5), reaqueceu aluta pela aprovação de mais leis que abordem a diversidade sexual. Entretanto, uma delas se destaca: a que torna crime qualquer tipo de preconceito contra os homossexuais, a chamada Lei da Homofobia, considerada urgente por representantes do segmento vítimas de preconceito e parlamentares que abraçaram a causa.

O projeto de lei foi proposto em 2006 (PL 122) pela ex-deputada Iara Bernardi (PT-SP) e, atualmente, tramita na Comissão de Direitos Humanos do Senado. Na última sexta-feira (6), a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) disse que vai propor à Casa que o texto passe a tramitar em regime de urgência, mas ainda não há uma previsão para a proposta ser votada em plenário.

Apesar de não ter prazo para entrar em vigor, nem garantias de que será aprovado, o projeto deve contar com maior “pressão social”, como avalia a senadora Lídice da Mata (PSB-BA), que integra a Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT, lançada em março deste ano.

- A decisão do STF é uma vitória que dá forças à luta contra a homofobia, ao combate ao preconceito no Brasil. [...] E cria uma expectativa em relação ao próximo passo a ser dado, agora nas mãos do Legislativo, que é a retomada do projeto que criminaliza a homofobia.

De acordo com o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), coordenador da frente parlamentar mista na Câmara dos Deputados, a partir da decisão do Supremo, o grupo deve montar uma “estratégia” para agilizar a aprovação desse e de outros projetos ainda parados no Congresso.

- A frente existe para propor leis, para propor projetos de lei que garantam, que estendam as cidadanias aos gays. A frente pode se articular para barrar projetos que tentam impedir essa cidadania, que existem muitos [projetos no Congresso] tramitando.

Insegurança

A falta de uma lei que torna crime a homofobia é apontado como um dos motivos para a sensação de insegurança relatada ao R7 por um rapaz homossexual atacado no início do ano, em São Paulo. Ele, que tem 28 anos, não quis divulgar seu nome, edisse que desde que foi atacado por desconhecidos em uma rua da capital paulista não sai mais sozinho à noite.

- Eu me sinto muito inseguro, eu não saio mais à noite sozinho. Quando saio, vou sempre de táxi. Hoje, nenhuma lei me garante que eu não serei atacado novamente. Nós precisamos de uma grande mobilização social não só durante um dia do ano, mas todos os dias. E de representantes que não tenham medo de perder voto por defender os direitos de todos.

A agressão ocorreu na madrugada do dia 25 de janeiro, durante as comemorações do aniversário de São Paulo. A vítima chegou a registrar uma ocorrência na delegacia, mas disse não ter informações sobre o que aconteceu com os agressores.

Relatório divulgado em abril deste ano pelo GGB (Grupo Gay da Bahia), uma organização não-governamental, estima que cerca de 260 gays, travestis e lésbicas foram assassinados em 2010, 31% a mais que no mesmo período em 2009.

A aprovação do projeto de lei é uma das principais reivindicações da ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais), e deve ser uma das maiores bandeiras lembradas no próximo dia 17, quando é celebrado o Dia Internacional contra a Homofobia.

Fonte: R7 Notícias

Advogado da CNBB vai contra união civil entre gays e diz que “homossexuais não formam uma classe”

Durante julgamento no STF, ele comparou união gay com poligâmicos e incestuosos



Após quase uma hora de recesso da sessão do STF (Supremo Tribunal Federal) que julga ações sobre união civil homoafetiva nesta quarta-feira (4), os ministros abriram espaço para advogados das partes interessadas argumentarem. O advogado da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil), Hugo José Cysneiros, rebateu o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, de que não validar a união estável homoafetiva seria inconstitucional.
Cysneiros começou sua argumentação chamando a atenção dos presentes ao dizer que uma relação afetiva não garante o direito a uma união estável. Para o advogado da CNBB, criminosos também poderiam arguir o mesmo direito.
- Poligâmicos, incestuosos, alegrai-vos! Vocês também procuram afeto.

O advogado declarou que a Constituição Federal, em seu artigo 226, disciplina que as uniões estáveis são garantidas aos homens e às mulheres, mas não entre pessoas do mesmo sexo. Para Cysneiros, não é a falta da palavra "apenas" que viabilizaria o direito aos homossexuais.

- A Constituição não é lacunosa. A falta da palavra "apenas" não pode significar que todo e qualquer tipo de união poderá ser contemplada. Quando a Constituição fala em homem e a mulher, não posso enxergar algo distinto de alguém do sexo masculino e alguém do sexo feminino. Aqui não são os perseguidos, oprimidos e massacrados contra os poderosos. Trata-se do que quis dizer o nosso legislador constituinte originário, e ele já disse tudo.
Cysneiros apresentou como exemplo de decisões contrárias à união homoafetiva casos envolvendo os Estados Unidos e a França, que rejeitaram em suas supremas cortes pedidos semelhantes.

- Homossexual não forma uma classe, ao contrário do que formam os afro-americanos. Afeto e existência não podem ser requisitos fáticos para o reconhecimento de união estável.
Fonte: R7 Notícias

Bolsonaro distribui panfletos contra kit anti-homofobia em escolas do Rio

Em documento, deputado relaciona homossexualidade à pedofilia



O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) está distribuindo panfletos em escolas do Rio de Janeiro em que se manifesta contra o kit anti-homofobia, um guia do governo federal que visa a combater a violência contra gays. O material deve chegar durante osegundo semestre a cerca de 6.000 escolas estaduais do país. 

Na tarde desta quarta-feira (11), “simpatizantes” de Bolsonaro distribuíram mais panfletos na Escola Municipal Alencastro Guimarães, em Copacabana, zona sul do Rio. O deputado federal conversou com o R7e disse que gastou R$ 5.400 para produzir 50 mil unidades. 

Bolsonaro afirmou que tem o objetivo de criar indignação para conseguir apoio popular e impedir que o Kit anti-homofobia chegue ao ensino público. No panfleto, ele relaciona a homossexualidade à pedofilia. Segundo ele, o “kit gay”, como costuma chamar, “vai estimular o homossexualismo, sem nenhuma dúvida”. 

No texto que aparece na capa do manifesto de quatro páginas, há um alerta para qual seria, na opinião de Bolsonaro, o objetivo do governo federal com a criação deste material: “Querem, na escola, transformar seu filho de 6 a 8 anos em homossexual”. 

O deputado não sabe dizer em quantas escolas o folheto já foi entregue. Mas confirmou que seus funcionários e até os próprios filhos e familiares estão ajudando na distribuição pelas escolas estaduais e particulares da Barra da Tijuca, Realengo, Copacabana, Tijuca e Santa Cruz, bairro onde Bolsonaro mora. 

Ele negou que vai incluir os gastos na sua verba de gabinete para pedir reembolso da Câmara dos Deputados. Mas afirmou que pretende fazer uma consulta para incluir o valor na sua cota de divulgação das atividades de parlamentar. Neste caso, a Câmara pode aceitar ou não o reembolso. 

Fonte: R7 Notícias

Deputado federal Jean Wyllys afirma que material é a favor da vida

Projeto é positivo por combater a violência contra gays na escola, diz Jean Wyllys (PSOL-RJ)



Historicamente ligado ao movimento gay, o deputado federal recém-eleito Jean Wyllys (PSOL-RJ) diz que os vídeos do kit anti-homofobia não induzem ao comportamento gay.

O parlamentar afirma que o projeto visa acabar com a violência contra homossexuais nas escolas, e que é a favor da vida. Para vencer a resistência da sociedade, Wyllys diz que as pessoas precisam ser informadas sobre as agressões para apoiar o kit.
Leia trechos da entrevista dada ao R7.
R7 – Por que o senhor é a favor do kit anti-homofobia?
Jean Wyllys (PSOL-RJ) - Se numa sociedade, uns têm mais direitos que outros, a cidadania não é plena para todo mundo. Na medida em que eu, por exemplo, não tenho direito ao casamento civil, eu não tenho cidadania, você é mais cidadão que eu.
No Brasil, uma pesquisa do Ministério da Educação constatou que o grau de homofobia nas escolas era alto. Ela se expressava sobretudo no bullying: no espancamento, no xingamento, no insulto, o que leva uma série de alunos a não querer ir ou a deixar a escola no meio. Os professores viam os alunos espancados, mas, com medo da própria violência do agressor, [eles] faziam vistas grossas.
Então, foi desenvolvido um material didático para ajudar a combater ou erradicar o bullying homofóbico nas escolas. Para transformar as escolas num espaço que constitucionalmente deve ser: um espaço de construção da cidadania, de cidadãos críticos, capazes de respeitar as diferenças culturais e [ensinar a] ser solidário uns com os outros. Não é o que está acontecendo.
R7 – Críticos dizem que os vídeos incentivam práticas homossexuais.
Wyllys - Os filmes não têm nenhuma conotação sexual. O que fala da travesti [Encontrando Bianca] é o mais polêmico. Os outros são todos mais amenos. É um filme para levar a escola, essa instituição formadora da sociedade, a respeitar o outro.
A homossexualidade não é uma invenção de dois anos atrás, ela nasce junto com a humanidade. Uma pessoa considerar que esses vídeos estão fazendo proselitismo gay é desconsiderar que houve sociedades na história em que a homossexualidade era a regra, e não a heterossexualidade.
Essa ideia de propaganda é piada, porque o que mais temos é proselitismo hétero. Toda a cultura é heteronormativa, somos treinados para adotar uma orientação sexual hegemônica e que rechaça qualquer outra orientação que não seja essa.
R7 – Como o sr. avalia os vídeos?
Wyllys - Esse projeto valoriza a vida, o respeito à dignidade do outro. Eu sou professor e sei muito bem a realidade desses meninos em sala de aula. Eu sei a violência que acontece nas escolas públicas contra as meninas gordas, negras, contra o menino afeminado. Violência que se estende à família dessas pessoas, que sofrem junto com seus filhos. O material não sexualiza precocemente as crianças.
Foi feito pelos cientistas mais capacitados do Brasil, que estudam educação inclusiva, educação para a cidadania.
R7 - Como o sr. pensa em quebrar a resistência de parte da sociedade sobre o kit?
Wyllys - Boa parte tem apoiado porque adere ao discurso populista, não está bem informada. Se a gente pudesse apresentar para a sociedade os danos causados pelo bullying, se pudesse ter acesso a todos os crimes praticados, lesões corporais, violência, ela não ia ser contra, porque estaria protegendo os próprios filhos dela.
Quem fala a favor de valores cristãos é a favor do projeto, porque valoriza a vida humana, o respeito à dignidade do outro, que é a regra de ouro do Cristianismo, “amar o próximo a ti mesmo”.
R7 – Como o sr. pretende enfrentar a questão no Congresso e no próprio governo?
Wyllys - O embate vai haver e os argumentos deles vão ser os mesmos e a gente pretende desmascarar. Com mais tempo, a gente espera que o debate chegue, que a grande mídia coloque os argumentos.
Nós, deputados de esquerda, estamos nos articulando. E eu sou do PSOL, sou oposição ao governo, mas oposição responsável. É claro que eu não vou ser contrário a uma política pública dessa, importantíssima, porque sou oposição. Há isenção, meu espírito é republicano.
Fonte: R7 Notícias